12.2.06

mudanças

amigos, estou mudando de emprego e de casa. em plena fase de empacotamento. e depois vem a dos pintores, calheiros, eletricistas, etc. daí que vou dar uma pausa na blogagem. mas é só uma pausa. i'll be back.
fiquem com Deus.

31.1.06

o fim está próximo...

por mais que eu tente ser inteira, independente. por mais que eu tente não me espelhar no que os outros pensam, é impossível ser imune a algumas pessoas. à opinião delas sobre mim. ao que elas sentem por mim. na verdade, é mais isso – o que elas sentem por mim. tenho um amigo de muitos anos. já comemos alguns sacos de sal juntos. ele, de certo modo, me viu crescer. e me ajudou a crescer. tem poucos anos mais que eu. muitas vezes foi meu irmão mais novo. foi também meu irmão mais velho em incontáveis ocasiões. eu sempre senti o carinho e a admiração dele por mim. esses dois sentimentos foram minha mola propulsora numa determinada época. fomos sempre amigos. como dizem as pessoas “só” amigos. sem clima, sem segundas intenções. isso faz tudo ainda mais importante.
já, há um certo tempo, quando o vejo, tenho sentido uma enorme vontade de chorar. choro, depois que nos despedimos. tenho me perguntado por que, e hoje descobri. é que já não sinto nele aquele carinho e admiração. pela primeira vez constato que amizades também morrem. como amores. às vezes, de um lado só. eu estou perdendo esse amigo. talvez eu o tenha decepcionado. talvez eu não seja quem ele pensou. talvez eu tenho mudado. não sei. como também não sei dos amores que perdi. há uma razão? só sei que vejo esse amigo indo embora. e a nossa amizade, morrendo devagar e quietamente. quis falar com ele sobre isso hoje. não consegui.
isso acontece num momento em que ele está mais uma vez me ajudando, apostando em mim. contraditório? essa é a essência humana.

30.1.06

o segundo passo

eu estou de viagem, bagagem pronta, olhar faminto de paisagens.
estou com sapatos fortes, roupas confortáveis e
minha mochila leva pouco mais que o essencial.
levo chocolates, que vão derreter sob o sol
e congelar no ar frio da noite.
levo memórias e um diário.
levo fotos e um pedaço do bolo da minha avó.
levo músicas do tempo que eu era jovem e outras que me ajudam a envelhecer.
não posso levar companheiros
mas eles vão seguindo pela estrada ao lado.
levo o perfume preferido da minha mãe,
uma antiga pulseira do meu pai - feita de um dólar de prata.
levo o sorriso de um irmão, o trejeito do outro
e minha mania de fazer piada de tudo (acho que é da família inteira).
nos calcanhares me persegue uma depressão,
mas eu já aprendi a mantê-la longe o bastante.
agora sou estrangeira, forasteira, de fora, uma estranha.
que deliciosa sensação.

27.1.06

tudo que eu queria

publico a coluna da cora ronái, de o globo. isso que os imigrantes queriam também é tudo que eu quero. eles não conseguiram. eu tenho esperanças (essa alice pollyana que não me deixa...).

Um corte de linho,
por Rachel de Queiroz

Estava na casa da minha irmã quando, por acaso, resolvi remexer uma pilha de revistas velhas. Uma delas era a edição de 12 de abril de 1952 de “O Cruzeiro”, onde, na última página, Rachel de Queiroz assinava a sua crônica habitual:
“Recebi ontem um presente que me deixou comovida: um corte de linho tecido por meus amigos húngaros da Ilha do Governador. A fazenda é perfeita, só não parece linho irlandês porque é mais bonita, tem aquele jeito pessoal e inconfundível que marca a obra do artesão, sem a uniformidade, a falta de caráter e de vida do trabalho em série.
Faz cinco anos que eles chegaram ao Brasil, exaustos da guerra e dos nazistas, em busca de trabalho e de paz. Pela bitola do serviço de emigração, creio que não passariam por bons emigrantes: eram gente urbana, dois homens e quatro mulheres. A palavra certa para os chamar é mesmo intelectuais: não tinham costume de lidar no campo, não eram profissionalmente operários ou técnicos. A idéia é terrível, mas verdadeira: intelectuais! Amam os livros e os lêem, a parte mais importante da bagagem que trouxeram era isso mesmo, livros. Têm atrás de si uma longa ascendência de letrados, e chegam a possuir um irmão muito ilustre, que honraria qualquer república de letras e é hoje uma das colunas mestras da nossa. A própria profissão do falecido pai da família era de livreiro.
Pois chegaram esses viajantes de terras de além, fixaram-se numa casa modesta da ilha, e puseram mãos ao trabalho. A idéia era montarem um tear, a fim de produzir pano grosso, ou mais propriamente essa entretela que os alfaiates usam para enchimento, a qual é feita com crina de cavalo e é uma indústria típica de artesanato, segundo a praticam lá na pátria de onde vieram. Construíram, eles próprios, o primeiro tear, todo em madeira. Tinha qualquer coisa de primitivo e bíblico aquela estranha máquina que a gente via, roncando na pequena oficina improvisada ao fundo do quintal. A urdidura era armada em grandes painéis, a agulha mordia o fio da crina, a lançadeira corria dum lado para o outro. A entretela saiu boa —- parece que não é produto para se fabricar em série, e assim não sofre a concorrência das grandes fábricas —- achou mercado franco. Era uma das moças que vendia diretamente aos consumidores, porque os homens confessam que ‘não têm jeito para negociar’.
E então fez-se o segundo tear menos primitivo, mais sofisticado. Terceiro tear veio depois, logo o quarto, e agora já lá estão cinco trabalhando. A fabricação de entretela ampliou-se. Entraram a produzir tecidos mais finos, o bom gosto começou a se introduzir no trabalho, como compete a toda boa obra de artesão. Com pouco tempo as senhoras da casa só vestiam vestidos feitos com os panos da fabricação doméstica. E agora estão fazendo linho, tecido de rei, belo e impecável: e no casamento de um dos irmãos (os dois últimos solteiros já se casaram aqui no Brasil), toda a família foi ao pretório —- inclusive a noiva —- com roupa de linho fabricado na oficina de casa.
Não é uma beleza? Não consola a gente ver como são grandes e inesgotáveis os recursos de alma dos homens? Cito este exemplo, especialmente comovida. Primeiro porque eles são meus amigos, e a segurança com que eles se estabelecem e prosperam aqui é grata ao nosso coração. Depois porque, meu Deus, não são candidatos a Matarazzo, não pensam em ser reis da entretela —- querem apenas viver, com decência e tranqüilidade; trabalham apenas para conseguirem a vida que, por direito de nascença, cabe a todo ser humano: garantir a subsistência de cada dia, e usar o resto das horas livres lendo, estudando, escutando música, tratando das flores do jardim, tomando banho de mar, criando cachorros. Dignidade e segurança, é só o que eles almejam.
E pode-se dizer que já o conseguiram. Este corte de linho, que tenho pena até de mandar cortar para um vestido, é bem um símbolo de tudo que eles já realizaram em apenas cinco anos. E as autoridades emigratórias que não se assustem tanto, quando escutam dizer de um candidato a brasileiro que ele não é lavrador nem vaqueiro, apenas um intelectual. Intelectual não é sinônimo de portador de moléstia ruim. Nem os intelectuais são tão indesejáveis quanto parecem. Têm, ao contrário, muita coisa em comum com este país onde vieram se abrigar, depois da tempestade na Europa: como esta terra do Brasil, em se querendo plantar, eles dão para tudo.”

***
A noiva vestida de linho era, nem preciso dizer, minha Mãe; e os hábeis tecelões, o que restou da família de meu Pai. Infelizmente, o futuro não lhes sorriu como previa a crônica; quando a pequena fábrica começou a crescer, foi massacrada sem remorsos pelos grandes fabricantes de tecido, que viram com olhos menos poéticos do que os de Rachel de Queiroz a saga daqueles imigrantes.

26.1.06

pausa

preciso de um minuto
pra recompor o quadro.
não vá embora para sempre.
eu volto logo.
tomara que você me reconheça

24.1.06

tem uns que sabem.

Gente, esse texto aí embaixo foi escrito por um homem. Era pra ser ou foi de fato para um anúncio. Achei demais. O tal homem trabalha comigo e também é publicitário.
Valdeir. Junior.
Foi o cheirinho.

“Agora é que você vai ver”, minha mãe já me alertava. Eu, claro, nem aí. Só queria saber do enxoval do bebê, receber os mimos do maridão, responder às perguntas das amigas não-mães, enfim, extrair alguma diversão daquilo. Eu precisava. Qualquer um precisaria depois dos enjôos, dores, deformação do corpo, roupas que já não serviam mais. Aí ela chegou. Estávamos jantando. Nem tive tempo de tocar na sobremesa. E olha que eu adoro musse de maracujá. Dor, homens e mulheres de branco, anestesia, confusão, choro. Meu e dela. Ela nos meus braços e o cheirinho. “Agora é que você vai ver”. Eu vi. E foi ótimo.

tanta pressa

eu só queria ser um pouco louca
pra não aceitar que a vida passe tão depressa
e eu tenho pressa, eu tenho pressa, eu tenho pressa
de viver.

eu só queria ter o golpe exato
pra mandar o que é ruim pro espaço
e só saber do que me é e dá prazer
e eu tenho pressa, eu tenho pressa, eu tenho pressa
de viver.

eu ando rápido, bem mais rápido que o tráfego
eu corro e minto
bem mais alegre do que o sátiro
eu rodo em vão nos vãos dos meus espaços

eu tenho pressa
eu tenho febre
e não tem essa
deixe que me levem

eu sou menina
tenho a vida breve
e leve
e leve
e leve...

23.1.06

combinações dos sentidos

sol e boné.
maresia com coppertone.
peixe com limão.
sal e picolé kibon.
areia com maiô.
vergonha com celulite.
toalha com barriguinha.
óculos com óleo de bronzear.
azul com azul.
ardor e frescor.
espaço e desejo.
manhã e calor.
rede e brisa.
livro e soneca.
camarão e moqueca.
sonho e despertador.
era uma vez um trio de loucas. uma queria vender tomates na feira. a outra queria fazer sabonetes e vender na feira. a outra queria ser dona da feira. uma tarde se reuniram pra criar um projeto: uma barraca de feira ambulante. iam encher ela de turistas e fazer excursão pelos pontos cardeais da cidade. todos os turistas vestidinhos de feirantes, uma gracinha. as três loucas investiram tudo que tinha no projeto: tempo, marido, filhos, amantes, namorados, mesada de mãe, empréstimo de tia. aí, projetaram, projetaram, projetaram, até que convenceram um dos Homi a bancar a barraquinha da alegria. e lotaram a bufa de money. eu disse que eram loucas, não disse? pois então: uma comprou tudo em tomate, a outra em glicerina e a outra... em feirante (tinha um japonês de olho azul...). e pelo menos duas montaram blogs.

21.1.06

ambição demais

talvez seja verdade
meu desejo por uma vida perfeita.
vida de eleita.
onde tudo se encaixe,
tudo se deixe abraçar.

uma vida de liberdade,
sol e vento,
dormindo tarde,
acordando ao sabor das ondas,
me desfazendo
no calor da areia

vida de trabalho duro
de prazer intenso
de amores puros
de olhar atento
de mãe e filha,
de mulher – maravilha,
girando, girando,
até me transformar
em nuvem.

relógios

o tempo que passou me dói
como um membro amputado
lateja, sangra, coça
sente cócegas o danado.

o tempo que passou
pra mim
continua passando
pulsando
suando
cursando
batendo.

o tempo que passou é frágil
como a pele das velhas lembranças
mas ainda é meu
e isso eu não me perdôo.

o tempo devia passar
como passam algumas pessoas,
e os navios, e os aviões.
fazem riscos no som,
cicatrizes na água,
jardins e desertos na alma.
mas se vão.
para sempre, como se não tivessem sido
parte do tempo passado.

20.1.06

Joni Mitchell

Both Sides Now

Rows and flows of angel hair
And ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere,
I've looked at clouds that way.

But now they only block the sun,
They rain and snow on everyone
So many things I would have done,
But clouds got in my way.

I've looked at clouds from both sides now
From up and down and still somehow
It's cloud's illusions I recall
I really don't know clouds at all

Moons and Junes and ferris wheels,
The dizzy dancing way that you feel
As every fairy tale comes real,
I've looked at love that way.

But now it's just another show,
You leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know,
Don't give yourself away.

I've looked at love from both sides now
From give and take and still somehow
It's love's illusions I recall
I really don't know love at all

Tears and fears and feeling proud,
To say "I love you" right out loud
Dreams and schemes and circus crowds,
I've looked at life that way.

Oh but now old friends they're acting strange,
They shake their heads, they say I've changed
Well something's lost, but something's gained
In living every day.

I've looked at life from both sides now
From win and lose and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all

I've looked at life from both sides now
From up and down, and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all

ah, se ele me desse bola...





EMERGÊNCIA
Mário Quintana

Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela
abafada, esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

19.1.06

afinidade

recebi o texto abaixo da minha mestra da resiliência. é um texto lindo, mas é mais importante porque foi ela quem enviou. e ele conta de anos e anos de amizade, de risos e choros, de tardes de preguiça e segredos divididos na noite. lembro de nós duas debruçadas à janela do quarto dela (onde eu morei tanto tempo), no oitavo andar, conversando, e sendo o que primas-irmãs nem sempre são: amigas. o texto fala também de separação, porque eu vim pra minha cidade, e ela ficou na dela. mas nossas histórias nunca deixaram nem vão deixar de se cruzar. mesmo que nunca seja muito tempo.
AFINIDADE
Arthur da Távola
Não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.
Quando há AFINIDADE, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto de onde foi interrompido.
AFINIDADE é não haver tempo mediante a vida. É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial. Ter
AFINIDADE é muito raro, mas quando ela existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.
AFINIDADE é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam.
AFINIDADE é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.
AFINIDADE é sentir com... Nem sentir contra, sem sentir para... Sentir com e não ter necessidade de explicação do que está sentindo. É olhar e perceber.
AFINIDADE é um sentimento singular, discreto e independente. Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.....
AFINIDADE é retomar a relação no tempo em que parou. Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiram. Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez mais.

18.1.06

o nome de uma outra

escolhi maria
porque o nome principia
na palma do meu chão

nome simples sem valia
quem o tem
é à revelia
que ninguém quer ser Maria
num mundo só de João

seria Maria operária
escalavrando palavras
faxinando sentimentos
desinfetando emoções
cozinhando amores
amassando o passado
embalando o futuro
criando poemas para soltá-los no mundo

Maria sem fgts, nem salário mensal
sem canção de soldado, nem samba, ou carnaval
só uma Maria vai com as outras
tecendo teias de afetos e versos

17.1.06

presentaço


eu não ligo muito pros meus aniversários. dr. freud explica. depois. mas tem uma coisa de que eu gosto muito: os abraços. abraço de amigo é muito bom. claro que tem os que são simplesmente... regulamentares. esses eu tomo pelo que são. e tá bom. os outros, no entanto, aqueles que trazem o calor e o desejo de felicidade; os que tocam a alma e acendem velas; os que vêm embrulhados em amizade profunda... são meus presentes. eu nem ligo que os amigos esqueçam a data. eu vou até eles e peço o abraço. não sou pobre orgulhosa. hoje, daqui a pouco, estou indo pra casa dos meus pais. vou comemorar junto com a família. li num blog - acho que da ella - que os aniversários pertencem às mães. concordo e estendo aos outros amores da minha vida. e todos estarão lá, no ninho. ai, que bom!
parabéns para mim,
parabéns para mim...

16.1.06

frágeis

ondas
quebram-se
copos
quebram-se
bolsas
quebram-se
vontades
quebram-se
ossos
quebram-se
espíritos
quebram-se
janelas
quebram-se
tatyanas
quebram-se

14.1.06

...

eu fico procurando em filmes, músicas e textos, profundidades, entrelinhas. nem todos têm. nem todos têm que ter. eu é que procuro respostas como quem garimpa ouro, como quem escava minas à procura de diamantes. eu é que não respiro direito o ar e o sol apenas porque não sei as minhas respostas...
nenhum avião vai surgir no céu e escrever à fumaça: assim é...
nenhuma estrela cadente vai deixar como rastro luminoso o alívio de um porque.
o que espero está onde não alcanço, ainda que me retorça, ainda que me estique, ainda que me embole e soluce. está dentro e fundo.
preciso parar – 5 minutos, 5 dias, todo um ano – para visitar lugares em que não fui.
mas parar já é uma resposta. outra que não posso me dar agora.
estou cansada: há tantas imposições.
sou peixe, meu mar é a liberdade e continuo nadando em círculos no aquário.

One art

Elizabeth Bishop

"The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster, s
ome realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster."