dentro de mim
o vazio inventa.
(marcos caiado - www.marcoscaiado.blogger.com.br)
23.4.07
17.4.07
doçuras
doces olhos
doces olhos vazios
a se encantarem de sombras
penumbras mal-afamadas
recantos de sonhos
olhos transparentes
a chorar saudades não vividas
amores inexistentes
cavaleiros displicentes
olhos de olhar lonjuras
mares, fogueiras, vendavais
olhos que se contemplam,
olhos de nunca mais
...................................................................................................
doces ombros
ombros frágeis
para tanta tortura
carregar a própria essência
sem disfarce ou impostura
lanhado,
açoitado,
lombo de escravo
fujão
mas ombros redondos
de carregar colares
decotes e afagos
ombros sãos
curvados, macios
róseos cabides
ombros de solidão.
doces olhos vazios
a se encantarem de sombras
penumbras mal-afamadas
recantos de sonhos
olhos transparentes
a chorar saudades não vividas
amores inexistentes
cavaleiros displicentes
olhos de olhar lonjuras
mares, fogueiras, vendavais
olhos que se contemplam,
olhos de nunca mais
...................................................................................................
doces ombros
ombros frágeis
para tanta tortura
carregar a própria essência
sem disfarce ou impostura
lanhado,
açoitado,
lombo de escravo
fujão
mas ombros redondos
de carregar colares
decotes e afagos
ombros sãos
curvados, macios
róseos cabides
ombros de solidão.
15.4.07
... essa minha criança...
Someone to watch over me
(Ella Fitzgerald)
There's a somebody I'm longin' to see
I hope that he,
turns out to be
Someone who'll watch over me
I'm a little lamb
who's lost in the wood
I know I could,
always be good
To one who'll watch over me
Although he may not
be the man some
Girls think of as handsome
To my heart
he carries the key
Won't you tell him
please to put on some speed
Follow my lead,
oh, how I need
Someone to watch over me
Won't you tell him please
to put on some speed
Follow my lead,
oh, how I need
Someone to watch over me
Someone to watch over me
(Ella Fitzgerald)
There's a somebody I'm longin' to see
I hope that he,
turns out to be
Someone who'll watch over me
I'm a little lamb
who's lost in the wood
I know I could,
always be good
To one who'll watch over me
Although he may not
be the man some
Girls think of as handsome
To my heart
he carries the key
Won't you tell him
please to put on some speed
Follow my lead,
oh, how I need
Someone to watch over me
Won't you tell him please
to put on some speed
Follow my lead,
oh, how I need
Someone to watch over me
Someone to watch over me
6.4.07
o feijão e o sonho
o meu pão de cada dia
me será cobrado em suor e suco gástrico.
e o meu sonho de cada dia,
em outra mínima desatenção.
ao final do mês terei um contracheque na mão
e um contra-senso na vida.
me será cobrado em suor e suco gástrico.
e o meu sonho de cada dia,
em outra mínima desatenção.
ao final do mês terei um contracheque na mão
e um contra-senso na vida.
23.3.07
só hoje
nunca mais
navegar sem âncora
nem saltar sem rede
nem voar no escuro ao meio-dia
nunca mais
borboletas no estômago
nem suores, calafrios.
nunca mais
o medo virgem,
nem a dissonante melodia
nunca mais
mergulhar
na mais profunda melancolia
como peixe num aquário, nem mais um dia.
(pra mim, que não acredito em definitivos,
o nunca mais é uma sentença de morte,
sem dia pra ser executada.
uma possibilidade, eu sei, certeza não se tem de nada.
mas ainda assim, é como uma armadilha, preparada
de emboscada.
nunca mais é além do que me é possível suportar.
vou então pensar no hoje.
só por hoje, tudo é possível.)
navegar sem âncora
nem saltar sem rede
nem voar no escuro ao meio-dia
nunca mais
borboletas no estômago
nem suores, calafrios.
nunca mais
o medo virgem,
nem a dissonante melodia
nunca mais
mergulhar
na mais profunda melancolia
como peixe num aquário, nem mais um dia.
(pra mim, que não acredito em definitivos,
o nunca mais é uma sentença de morte,
sem dia pra ser executada.
uma possibilidade, eu sei, certeza não se tem de nada.
mas ainda assim, é como uma armadilha, preparada
de emboscada.
nunca mais é além do que me é possível suportar.
vou então pensar no hoje.
só por hoje, tudo é possível.)
21.3.07
chamem o procon
sabe o que eu descobri: que eu sou uma propaganda enganosa ambulante. as pessoas me dizem coisas e eu pergunto: zizuisamadim, donde é que elas tiram isso? você é isso... você é assim... eu te acho...você é tão... e por aí vão elas tecendo comentários, elogios, análises, julgamentos. antigamente eu me dava ao trabalho de ponderar. hoje? nem tchuns, pq o povo vê só a casca, a caspa, a raspa e acha que já te entendeu todinho. rapaz, eu que convivo comigo 24h por dia sei só um pouquinho !!! claro que quando é alguém que pensa, eu até paro pra considerar, mas o mais é só psicologismo, deduções watsonianas, inferências do além-do-aquém...
pra conhecer alguém precisa olhar. ouvir. ver de longe, por trás da cortina.
antes de dizer eu acho você... me procure. vai que vc me encontra, né?
só aí decida se me compra. ou me devolva à prateleira, por favor.
de enganos quem anda cheia sou eu.
(me proteja, meu São Procon!)
pra conhecer alguém precisa olhar. ouvir. ver de longe, por trás da cortina.
antes de dizer eu acho você... me procure. vai que vc me encontra, né?
só aí decida se me compra. ou me devolva à prateleira, por favor.
de enganos quem anda cheia sou eu.
(me proteja, meu São Procon!)
19.3.07
leve
levanto devagar meu braço esquerdo. não, não, me dizem, é preciso que seja o direito - a mão com que você escreve...
enquanto abaixo o esquerdo, gentilmente pegam meu braço direito e o colocam na horizontal. não olho, fico contemplando o dorso da mão que fica, suas veias e sulcos.
pelo canto do olho vejo o brilho da lâmina. ouço o baque, sinto o sangue quente se espalhando. não há dor. uma sensação de formigamento começa onde antes havia o braço.
ouço os refolhos de asa se abrindo.
todos me sorriem. relevam meu sorriso vago e sem foco. sabem das dificuldades de ser meio borboleta, meio gauche.
limpam tudo com eficiência e em silêncio. quando a porta se fecha atrás do último deles, sopra o vento com cheiro de flor. é quando sinto a asa tremular. ao mesmo tempo, minha mão esquerda pousa levemente no parapeito da janela.
enquanto abaixo o esquerdo, gentilmente pegam meu braço direito e o colocam na horizontal. não olho, fico contemplando o dorso da mão que fica, suas veias e sulcos.
pelo canto do olho vejo o brilho da lâmina. ouço o baque, sinto o sangue quente se espalhando. não há dor. uma sensação de formigamento começa onde antes havia o braço.
ouço os refolhos de asa se abrindo.
todos me sorriem. relevam meu sorriso vago e sem foco. sabem das dificuldades de ser meio borboleta, meio gauche.
limpam tudo com eficiência e em silêncio. quando a porta se fecha atrás do último deles, sopra o vento com cheiro de flor. é quando sinto a asa tremular. ao mesmo tempo, minha mão esquerda pousa levemente no parapeito da janela.
23.1.07
meses sem escrever, sem postar, se dar sastifa.
meses sem parar pra pensar, sentindo só um vazio cheio de trabalho, cansaço, medo e confusão.
meses sem lembrar que existe essa outra, hoje tão triste, ali no canto, enquanto teclo sentimentos que ela tenta não sentir.
eu e minha sombra estamos sentadas ao meio fio, olhando as vidas possíveis que passam e que não têm onde parar. eu e minha sombra estamos esquecendo de construir pontes e portos.
tantos messes não foram, no entanto, meses sem pensar.
dentro, a casa está cheia, embora de monstros que eu não queria enxergar.
eu e minha sombra nos entreolhamos.
é preciso dar nomes a eles. e depois...
monstros com nomes já não são monstros.
monstros com nomes são velhos amigos.
e podem ir embora.
por isso esse post hoje não tem nome, nem título, nem nada.
porque é preciso que, nesse momento, nos fique alguma palavra.
mais tarde lhe darei sentido.
e ela vai voar porta a fora.
quem sabe, seguirei com ela...
meses sem parar pra pensar, sentindo só um vazio cheio de trabalho, cansaço, medo e confusão.
meses sem lembrar que existe essa outra, hoje tão triste, ali no canto, enquanto teclo sentimentos que ela tenta não sentir.
eu e minha sombra estamos sentadas ao meio fio, olhando as vidas possíveis que passam e que não têm onde parar. eu e minha sombra estamos esquecendo de construir pontes e portos.
tantos messes não foram, no entanto, meses sem pensar.
dentro, a casa está cheia, embora de monstros que eu não queria enxergar.
eu e minha sombra nos entreolhamos.
é preciso dar nomes a eles. e depois...
monstros com nomes já não são monstros.
monstros com nomes são velhos amigos.
e podem ir embora.
por isso esse post hoje não tem nome, nem título, nem nada.
porque é preciso que, nesse momento, nos fique alguma palavra.
mais tarde lhe darei sentido.
e ela vai voar porta a fora.
quem sabe, seguirei com ela...
8.11.06
eu sou você
eu sou você.
ontem, hoje e amanhã.
sou seuprimo, sua mãe, sua tia.
sou família,
mas dou pra mais de seis.
sou a dona fulaninha que fica
na janela a tarde inteira
e o seu beltranóide que só vai pra cama com o jô.
ando de ônibus e de ferrari,
já dei duas voltas ao mundo, uma de metrô.
frequento o clube da esquina,
leio livros da bienal,
ouço a fm da
vez
e também a voz do brasil.
como pequi e peru,
cabutiá e trufas.
curto ópera e vivo latindo pro funk.
sou um caldinho de raças (não é
erro, não,
é caldo cultural)
amo ouvir caetano dizer "eu sou neguinha"
e transo homem, mulher e correlatos.
tenho culpa católica,
fanatismo
de crente,
acredito em vidas passadas
e no futuro que a cigana leu.
teço do avesso,
costuro no trânsito,
pinto e bordo nos finais de
semana.
sou todo mundo,
bloco na rua,
sou pierrô borrado
em
terça de carnaval.
tenho samba no pé,
coração de ouro,
barriga de
tanquinho
a cabeça nas nuvens.
mas sou perna de pau,
logo aqui, onde quem faz
um gol é rei.
quase uma gisele,
tenho problema de pele,
o nariz do giane,
torço pra marília,
namoro o ricardão.
sou a hidra de lerna, tenho mil olhos, sete cabeças e
se arrancar uma,
nascem outras cem.
aqui sou brasileiro,
me chama de estrangeiro,
mas minha terra é aqui, lá e além.
estou em tudo,
mas só estou certo quando
ninguém me vê.
estou na tv, na revista, no jornal,
principalmente no etc e tal.
já me descobriu?
sou o marketing.
meu nome é pessoa.
(se vc achou que era poesia, desculpe. meu nome é
trabalho...)
ontem, hoje e amanhã.
sou seuprimo, sua mãe, sua tia.
sou família,
mas dou pra mais de seis.
sou a dona fulaninha que fica
na janela a tarde inteira
e o seu beltranóide que só vai pra cama com o jô.
ando de ônibus e de ferrari,
já dei duas voltas ao mundo, uma de metrô.
frequento o clube da esquina,
leio livros da bienal,
ouço a fm da
vez
e também a voz do brasil.
como pequi e peru,
cabutiá e trufas.
curto ópera e vivo latindo pro funk.
sou um caldinho de raças (não é
erro, não,
é caldo cultural)
amo ouvir caetano dizer "eu sou neguinha"
e transo homem, mulher e correlatos.
tenho culpa católica,
fanatismo
de crente,
acredito em vidas passadas
e no futuro que a cigana leu.
teço do avesso,
costuro no trânsito,
pinto e bordo nos finais de
semana.
sou todo mundo,
bloco na rua,
sou pierrô borrado
em
terça de carnaval.
tenho samba no pé,
coração de ouro,
barriga de
tanquinho
a cabeça nas nuvens.
mas sou perna de pau,
logo aqui, onde quem faz
um gol é rei.
quase uma gisele,
tenho problema de pele,
o nariz do giane,
torço pra marília,
namoro o ricardão.
sou a hidra de lerna, tenho mil olhos, sete cabeças e
se arrancar uma,
nascem outras cem.
aqui sou brasileiro,
me chama de estrangeiro,
mas minha terra é aqui, lá e além.
estou em tudo,
mas só estou certo quando
ninguém me vê.
estou na tv, na revista, no jornal,
principalmente no etc e tal.
já me descobriu?
sou o marketing.
meu nome é pessoa.
(se vc achou que era poesia, desculpe. meu nome é
trabalho...)
24.10.06
do outro lado
olho dentro de mim,
a névoa permanece.
seres fugazes, vorazes, velozes
mal deixam rastros que eu possa seguir.
meu cansaço busca um recanto,
banco duro de pedra,
cercado de limo, flores medram
em suaves circunlóquios coloridos.
dentro aqui ainda é cedo.
rezo à Luz Suprema
faço votos de batalha,
ergo a espada e fecho a porta.
há de continuar a guerra,
mas declaro trégua.
meu tempo agora é de paz.
a névoa permanece.
seres fugazes, vorazes, velozes
mal deixam rastros que eu possa seguir.
meu cansaço busca um recanto,
banco duro de pedra,
cercado de limo, flores medram
em suaves circunlóquios coloridos.
dentro aqui ainda é cedo.
rezo à Luz Suprema
faço votos de batalha,
ergo a espada e fecho a porta.
há de continuar a guerra,
mas declaro trégua.
meu tempo agora é de paz.
27.9.06
entre bocejos e pescadas
olha eu aqui!
faz um mês que voltei a trabalhar na mesma empresa que deixei a um ano. tudo mudou por lá. as atribuições são outras, mas a pauleira é a mesma. e de lá não dá pr postar, pq os blogs são bloqueados. e à noite, depois de chegar em casa, brincar ou brigar com a filhota (banho, escovar dentes essas coisas que crianças adoram fazer), sobra pouca inspiração pra blogar. agroa mesmo, são 22h35 e eu ainda vou lavar a cabeça pq amnhã cedo não dá tempo... ou dá? acho que vou testar...
tenho pensado em dar um tempo no blog. ao mesmo tempo é meu ponto de contato com amigos tão queridos...
hoje sou toda reticências...
deve ser pq estou quase dormindo em cima do teclado. uahhhhhh!
eu escrevo. eu volto. hããã... outro dia...
(e se eu sonhasse que estou dormindo e neste sonho acordasse rindo das flores que brotam lindas da sua boca?)
9.9.06
somos quem podemos ser
(graças a deusa)
eu era de fita,
laços e sianinhas.
eu era loura e linda,
um mimo de menina.
mentiras, falácias,
mas tão bonitinhas...
um dia eu soube
que não eram de algodão
as nuvens
nem a lua, de queijo
nem os príncipes, encantados
e romperam-se os laços,
esgarçaram-se as fitas
e pude então correr pelo céu,
pulando nuvens etéreas,
entendendo o sentido da chuva.
sonhos que pude ter
pessoa que posso ser
afinal.
eu era de fita,
laços e sianinhas.
eu era loura e linda,
um mimo de menina.
mentiras, falácias,
mas tão bonitinhas...
um dia eu soube
que não eram de algodão
as nuvens
nem a lua, de queijo
nem os príncipes, encantados
e romperam-se os laços,
esgarçaram-se as fitas
e pude então correr pelo céu,
pulando nuvens etéreas,
entendendo o sentido da chuva.
sonhos que pude ter
pessoa que posso ser
afinal.
14.8.06
mentiras que me contaram
. come tudo, filhinha, pra ficar lindinha!
(então tá, mãe)
. tem que estudar muito pra ser alguém na vida
(o lula, a carla peres , a luciana gimenez e os big brothers e correlatos que o digam)
. menina que não presta fica pra titia
(sorte a dela!)
. moço bom não gosta de mulher oferecida
(então tá, de novo)
. você vai ficar com a bunda da sua avó, hein!
(graças a deus essa não pegou. com todo respeito, vó)
. cuidado que vc tem tendência pra engordar
(se tivesse, do tanto que eu como, ia estar no programa do gugu, pedindo um spa pra me aceitar de grátis ou uma cirirgia no estôgamo pelamordedeus)
. em boca fechada não entra mosquito
(é, mas o sapo também não sai e a gente acaba engolindo)
. loira é burra
(quem em conhece sabe o quanto isso falso. loiras são muitíssimo inteligentes, por isso algumas se fingem de burras. e todas são modestas)
. quem tudo quer, tudo perde
(ã-rã...)
. se não for perfeito(a) não serve
(essa tá dura de acabar. preguinô, sabe como?)
. eu jamais pensaria isso de você
(pois eu não só pensei como tô fazendo)
vou parar por aqui. tem muito mais, foi só uma palhinha. se quiser contribuir, faça sua lista que eu publico. vou adorar saber as variações desse tema.
(então tá, mãe)
. tem que estudar muito pra ser alguém na vida
(o lula, a carla peres , a luciana gimenez e os big brothers e correlatos que o digam)
. menina que não presta fica pra titia
(sorte a dela!)
. moço bom não gosta de mulher oferecida
(então tá, de novo)
. você vai ficar com a bunda da sua avó, hein!
(graças a deus essa não pegou. com todo respeito, vó)
. cuidado que vc tem tendência pra engordar
(se tivesse, do tanto que eu como, ia estar no programa do gugu, pedindo um spa pra me aceitar de grátis ou uma cirirgia no estôgamo pelamordedeus)
. em boca fechada não entra mosquito
(é, mas o sapo também não sai e a gente acaba engolindo)
. loira é burra
(quem em conhece sabe o quanto isso falso. loiras são muitíssimo inteligentes, por isso algumas se fingem de burras. e todas são modestas)
. quem tudo quer, tudo perde
(ã-rã...)
. se não for perfeito(a) não serve
(essa tá dura de acabar. preguinô, sabe como?)
. eu jamais pensaria isso de você
(pois eu não só pensei como tô fazendo)
vou parar por aqui. tem muito mais, foi só uma palhinha. se quiser contribuir, faça sua lista que eu publico. vou adorar saber as variações desse tema.
8.8.06
bem disseram
1. " diga-me o que odeias e te direi o que amas."
2. "o que vejo no outro é a minha própria imagem refletida"
(pra variar esqueci de anotar quem falou. se vc sabe, me conte)
2. "o que vejo no outro é a minha própria imagem refletida"
(pra variar esqueci de anotar quem falou. se vc sabe, me conte)
3.8.06
cavalos-marinhos e outras bobagens
eu queria saber escrever levezinho, que nem a ella (alguém sabe como fazer isso virar link?). ela escreve coisas tão sérias de um jeito assim... casual. até quando não é casual, quando trata de massacres emocionais, ainda é leve, porque tem o peso da alma.
ou então escrever tão autenticamente como a atena, que eu leio ouvindo.
ou até mesmo como o que eu mesma escrevo, mas não quando chego àsteclas. quando ainda está na minha cabeça...
mas meu escrever é também um espelho. enquanto eu não souber viver o que sinto, como vou saber escrever, não é?
...................................................
hoje elvei uma lavada da minha... professora? facilitadora? amiga? do pathwork. ela me colocou frente à frente com a minha absurda infantilidade. eu saí de lá com tanta vergonha e raiva, aos prantos. ainda estou com aquela sensação de que fiz coisa errada, tão típica de mim. ela não fez nada de mais. só não alisou, como eu esperava-queria-precisava. ela foi cruel, sim, pra minha criança. mas foi o que devia ser pro meu adulto. e é tudo que eu preciso ser agora. brigada, linda. duvido que vc me leia, mas ainda assim.
.................................................
Vento no Litoral
Legião Urbana
De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção.
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo.
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:-
A vida continua e se entregar é uma bobagem.
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim.
Quero ser feliz ao menos.
Lembra que o plano era ficarmos bem?
- Ei, olha só o que achei: cavalos-marinhos.
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.
ou então escrever tão autenticamente como a atena, que eu leio ouvindo.
ou até mesmo como o que eu mesma escrevo, mas não quando chego àsteclas. quando ainda está na minha cabeça...
mas meu escrever é também um espelho. enquanto eu não souber viver o que sinto, como vou saber escrever, não é?
...................................................
hoje elvei uma lavada da minha... professora? facilitadora? amiga? do pathwork. ela me colocou frente à frente com a minha absurda infantilidade. eu saí de lá com tanta vergonha e raiva, aos prantos. ainda estou com aquela sensação de que fiz coisa errada, tão típica de mim. ela não fez nada de mais. só não alisou, como eu esperava-queria-precisava. ela foi cruel, sim, pra minha criança. mas foi o que devia ser pro meu adulto. e é tudo que eu preciso ser agora. brigada, linda. duvido que vc me leia, mas ainda assim.
.................................................
Vento no Litoral
Legião Urbana
De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção.
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo.
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:-
A vida continua e se entregar é uma bobagem.
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim.
Quero ser feliz ao menos.
Lembra que o plano era ficarmos bem?
- Ei, olha só o que achei: cavalos-marinhos.
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.
1.8.06
será que tem mais desse?
De Leo Jaime, no Programa Saia Justa:
"Mulher sem celulite não dá pra conversar".
Eu amo esse cara. E ele ainda canta bem.
"Mulher sem celulite não dá pra conversar".
Eu amo esse cara. E ele ainda canta bem.
24.7.06
alice pollyana e o gênio da lâmpada
olha que coisa estranha é o ser humano. quando eu saí do meu penúltimo emprego (do último "me saíram"), eu pensei em trabalhar em casa, fazendo freelas. aó o dinheiro acabou e eu fui procurar outro trabalhao. mas durou apenas seis meses. e de lá pra cá venho vivendo com freelas, o que não é muito fácil, mas vai-se levando. quer dizer, eu consegui o que queria: estar em casa, pra ficar mais com minha filha, cuidar das minhas coisas e, ao mesmo tempo, trabalhar. só que eu fiquei sempre tão preocupada com a instabilidade, com não ter uma data certa pra receber etc, etc, etc, que nem me dei conta de que, enfim, realizei um desejo. veja, bem, caro leitor, você mesmo pode estar finalmente vivendo o grande sonho da sua vida. e ele está passando batido porque você nem está olhando. está preocupado proque tudo mudou, porque as coisas são diferentes do que vc imaginou, blá-blá-blá.
alerta vermelho, queridos. a gente fica com a janela fechada, calculando perdas e danos, revirando nossos baús de casos velhos *. o gênio da lâmpada realiza nossos desejos e a gente nem tchuns.
me devolve meu lugar comum: a vida é bela. difícil. e bela. como tudo que vale a pena.
* meus agradecimentos a indiara, que cunhou esta riquíssima expressão idiomática.
16.7.06
escolhas
acabei de escrever sobre escolhas num comment para atena. e, naturalmente, acabei pensando nas minhas. quantas certas, quantas erradas. quantas verdadeiras e quantas por ilusão. não importa o tipo, a forma, nem a cor. as consequências de cada uma são todas minhas. (embora, é claro, respinguem na vida dos que me são próximos. ou inundem...)
meu lado alice pollyana sempre me diz que mesmo na pior escolha, nas mais dolorosas consequências, sempre existem lições. o melhor no pior. de tudo saímos maiores, mais fortes. meu lado rick-humphrey bogart concorda em parte. às vezes se aprende. às vezes, apenas sofre-se barbaramente, e vai-se tocando a vida, que outro jeito não há.
8.7.06
delírios
imagine que você está deitado, descansando. aí um som começa a entrar pelo seu ouvido esquerdo. segundos depois, outro som, distinto do primeiro, alcança seu ouvido direito. e outros sons vão vindo. ao mesmo tempo, há uma sensação em seus braços, outra em suas pernas. seu coração se alegra, se entristece e se angustia. seu cérebro dá voltas, diferentes sabores se fazem sentir em sua língua, cheiros diversos atraem seu nariz.
é assim que me sinto agora, nesse momento, nesses dias. se o universo conspira a meu favor; se deus me envia seus recados por mensageiros inesperados; se os anjos falam comigo em sua linguagem simbólica; se demônios me tentam sorrateiramente, tudo isso está acontecendo ao mesmo tempo. sou pouca para tantas informações. sou pequena para tantos conhecimentos. e sou ínfima para tanto merecimento. deus, o universo, os anjos e os demônios querem que eu cresça, amadureça, mude, melhore, me torne eu mesma em alto grau. ou querem outra coisa, mas que assim entendo. é tudo muito bom, muito intenso, e muito dolorido.
acho que estou recebendo uma massagem cósmica. ou enlouquecendo.
3.7.06
sol, cama e feijão
não há trégua, só luta.
não há repouso, só reparação.
a praia, o clube, o fim de semana,
tudo ilusão.
fazer amor devagarzinho, enquanto as crianças estão no vizinho.
ou correndo mais que o despertador – que amor!
o dourado do sol
esverdeando na tela do computador
numa luz branca de torturador
até que o cansaço dê o sinal – o dia acabou.
o banho que às vezes confunde : é o da noite ou da manhã?
a pasta na escova, com gosto de ontem e também de amanhã.
a semana passada
pela empregada,
desajeitando a gola, quebrando na manga,
queimando zíper, costura e botão.
e o rola, rala, rela do ônibus
a bola, o bolo, o belo do sábado,
e o tempo espremido
nos intervalos da novela,
no sonho da passarela,
na taça verde-amarela,
até que um dia desses
vai-se bater ponto no céu.
não há repouso, só reparação.
a praia, o clube, o fim de semana,
tudo ilusão.
fazer amor devagarzinho, enquanto as crianças estão no vizinho.
ou correndo mais que o despertador – que amor!
o dourado do sol
esverdeando na tela do computador
numa luz branca de torturador
até que o cansaço dê o sinal – o dia acabou.
o banho que às vezes confunde : é o da noite ou da manhã?
a pasta na escova, com gosto de ontem e também de amanhã.
a semana passada
pela empregada,
desajeitando a gola, quebrando na manga,
queimando zíper, costura e botão.
e o rola, rala, rela do ônibus
a bola, o bolo, o belo do sábado,
e o tempo espremido
nos intervalos da novela,
no sonho da passarela,
na taça verde-amarela,
até que um dia desses
vai-se bater ponto no céu.
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